Estou com sorte 😉

Separamos este artigo para você!

Nota de encantar:

Lia facilitando uma das rodas Mulheres e o Comum: Escuta, Cuidado e Repertório

Queridas parceiras e parceiros do Instituto Procomum,

É com tristeza porém com muita honra que escrevemos estas palavras. Lia Rangel Cortes, uma das fundadoras do Instituto Procomum, fez sua passagem ontem, quinta-feira, dia 7 de maio de 2020, dia de lua cheia. Lia era jornalista, conectora, mediadora, construtora de sonhos, poeta, bruxa, amiga, mãe, irmã, filha. Trabalhou até seus últimos dias para construir um mundo consciente, justo, igualitário, antiracista, antimachista e contra qualquer tipo de exploração. Trabalhou mais que tudo por um mundo encantado, plural, a partir dos saberes ancestrais, da arte, da poesia, e acima de tudo, da palavra, sua grande companheira. Qualificou este ano seu mestrado em Ciências da Saúde com a dissertação “A dança de Clarice e o Polvo: cartografia de um corpo em busca da cura (ou vida) por meio da pesquisa de si e da escrita autobiográfica”. Uma contribuição única e corajosa para entendermos a vida, a morte e a doença de outra maneira. Sua passagem na terra transformou a todas e todos nós. O processo “Mulheres e o Comum: Escuta, Cuidado e Repertório”, conduzido por ela e nossa amiga e conselheira Bianca Santana foi o norte, o chão e o céu que conduziu os trabalhos de abertura do Lab Procomum. Segue um relato deste processo escrito por Lia em 2018:

 

Por isso, acreditamos que podemos contribuir para a criação de um laboratório a partir dos valores partilhados entre as mulheres. No lugar do punho cerrado, a mão estendida. Ao invés da opressão, a colaboração. No lugar do discurso inflamado, a escuta. Trocando a história única, pela multiplicidade de visões e percepções. No lugar da produção ininterrupta, a possibilidade da fruição. No lugar da valorização extrema da propriedade privada, a defesa do que é comum.

Sonho, utopia? Com certeza. Mas por que não?

 

“O contrário da vida não é a morte, mas sim o desencantamento”, Luiz Antônio Simas e Luiz Rufino no prefácio da dissertação de mestrado de Lia Rangel Cortes. 

 

Para Lia, nosso agradecimento. Somos porque você é e seguirá sendo nossa estrela-guia. Descanse em paz, amiga querida. Dancemos. 

 

desenho de Lia Rangel Cortes

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