O Ocupa Arte no LAB foi um projeto realizado em parceria com a Santos Brasil que acredita na Arte como ferramenta de transformação social. A partir deste projeto foi possível desenvolver artistas e disseminar suas produções. Foram realizadas três chamadas destinadas a pessoas que já faziam parte da nossa comunidade (já participaram de iniciativas do Instituto Procomum). Cada uma das chamadas selecionou proponentes para três temporadas diferentes que aconteceram de maio a dezembro de 2023, A conhecer:

Temporada 1

Proponente: Omo Alamoju
Tema: Mudanças Climáticas
Nome do Projeto: A rede que te puxa
Pessoas envolvidas: 50
Localidade: Parque Prainha em Vicente de Carvalho (Guarujá) e Parque das Montanhas (Guarujá)

O que rolou?

Visando colocar em evidência a vivência dos pescadores da região do Parque Prainha em Vicente de Carvalho e do Parque das Montanhas, o espetáculo “A Rede que te Puxa” foi encenado por mais de 40 crianças que fazem parte do grupo Associação Cultural de Capoeira Roda Grande conduzido pela mestre Karina Mendonça. O percurso do projeto também contou com palestras da bióloga Jéssica Garcia e da assistente social Lutimira Paiva. Durante as falas, dentre outros tópicos, foram apresentadas para as crianças questões ambientais que levaram ao esgotamento da atividade pesqueira na região.

O projeto previa para o encerramento a apresentação das crianças na sede do Instituto Procomum. Porém, devido aos recentes e violentos acontecimentos na cidade do Guarujá, pela segurança das crianças, entendemos que a realização da atividade online seria a melhor opção. O mini documentário com cenas colhidas durante o processo foi realizado por Juliana de Freitas (Juzão), exibido no dia 29 de setembro via youtube e pode ser acessado neste link.

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Temporada 2

Proponente: Preta Jô e Letícia Santos
Tema: Arte e Mulheres Negras
Nome do Projeto: Afrofeminino
Pessoas envolvidas: 73
Público estimado: 60
Localidade: Santos

O que rolou?

Preta Jô e Letícia Santos reuniram mulheres negras da região para que em um primeiro momento, falassem a respeito dos desafio de se habitar um corpo negro feminino numa sociedade tão colonizada e patriarcal. Para isso contaram com a potência da Conselheira Tutelar e pesquisadora Priscilla Ribeiro e da esteticista Camila Ribeiro.

No dia 02 de dezembro as proponentes organizaram o Festival Afrofeminino com música e exposição. Neguinha Braba, Ayra Kopen, Preta Jô e a DJ Descolada cantaram suas histórias para mais de 60 pessoas presentes no nosso LAB. Nos corredores foi possível acessar um pouco do olhar de Bete Nagô e Letícia Santos que dispuseram suas fotografias cheias de afeto e significado. Entre uma apresentação musical e outra, Letícia exibiu o documentário “Identidades”, realizado durante sua passagem pela Colaboradora, nossa escola de artes.

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Temporada 3

Proponente: Zeca Gomes
Tema: Diversidade e Tecnologias LGBTQIAP+
Nome do Projeto: Drag Queer – Territórios Performáticos
Pessoas envolvidas: 33
Público estimado: 25
Localidade: Santos

O que rolou?

Zeca Gomes (Shey Lona), que há 14 anos pesquisa a performance drag por meio de oficinas, cursos, bate papos e espetáculos, foi o proponente da última temporada do Ocupa Arte. Embora tenhamos tido dez selecionades, oito inscrites concluíram o percurso e  passaram por 4 etapas que ocorreram durante quatro dias de imersão: a máscara, a cena, a dança e a criação. Ao final, compuseram o espetáculo “Camarim Performático” mesclando teatro e arte drag numa performance divertida que atraiu cerca de 24 espectadores.

Para auxiliar nas atividades formativas, Ariella Plin, Magenta e Rebecca Dior somaram às atividades formativas. Rebecca Dior ministrou aulas de vogue junto ao grupo Baixada Hip-Hop, Magenta e Ariella Plin deram as cores do evento ensinando técnicas de maquiagem usadas na arte Drag.

A ideia do projeto do projeto foi oferecer uma sequência de encontros formativos, criados a partir da estética e do discurso engendrado na performance drag, por meio da linguagem teatral, promovendo a troca de saberes artísticos técnicos para o público da Bacia do Mercado e Vicente de Carvalho visando a valorização das identidades.

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Impressões dos participantes

“Podemos ser honestos com os nossos processos, foi mais do que eu esperava. A gente desenha, mas quando acontece é outra coisa. É um processo muito humano e cada um tem a sua essencia. Teve um depoimento que me marcou que foi o do Daio que já faz palhaçaria. Ele comentou que ser drag é trazer autoestima” Zeca – SheyLona – Proponente do “Territórios Performáticos

“Era um sonho, que só admirava aquelas pessoas maravilhosas, de repente eu vi um storie falando deste curso e foi uma experiência que veio no melhor momento com as melhores pessoas” Madamme Tica. – Participante dos “Territórios Performáticos”

Resultados gerais:

Cada proponente recebeu uma bolsa de R$8mil para o desenvolvimento do projeto, além de R$1600 para a produção das apresentações

Contamos com a presença de artistas de Santos, São Vicente e Guarujá.

Ao todo, as três temporadas mobilizaram cerca de 150 pessoas entre artistas, proponentes, participantes e espectadores.

Realização:

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