Estou com sorte 😉

Separamos este artigo para você!

#Colaboradora – Artes e Comunidades celebra encerramento com plataforma, lives e mostra

Segunda edição da Claboradora – Artes e Comunidades é o resultado de 9 meses de ações da escola livre de artes, que incluiu formação, mentoria e vivências artísticas para os artistas selecionados. Todo esse percurso será apresentada de forma on-line dos novos formatos que os protocolos de distanciamento social nos impuseram.

A pandemia de Covid-19 (coronavírus) atravessou a segunda edição do projeto Colaboradora Arte e Comunidades, um dos principais programas do Instituto Procomum, que em sua edição de estreia em 2018, impactou a comunidade da Bacia do Mercado por meio de espetáculos, intervenções e performances.

Neste ano todas as ações foram adaptadas e o projeto chega ao fim abrindo ao público os resultados artísticos desta escola livre de artes, além de propor importantes discussões sobre o modelo do fazer artístico colaborativo.

Marina Paes – aula “Ação gráfica na cidade” de Fabrício Lopez, realizada antes da pandemia do covid-19

A programação de encerramento da 2ª edição da Colaboradora Arte e Comunidades leva o nome de Aproximações: Arte e o Comum e vai de 29 de setembro a 10 de outubro, dividida nas seguintes atividades: Ciclo (DES)Fazenda: o fim do mundo como o conhecemos, uma série de seis lives sobre o papel da arte na superação de um mundo em colapso; o Lançamento da Plataforma Territórios Comuns, com os trabalhos desenvolvidos pelos artistas participantes e, por fim, a Mostra Colaboradora 2020, com ações e intervenções dos artistas que integram esta edição.

Em síntese, o público terá a oportunidade de conferir o resultado desta jornada de 9 meses de trabalho em que 11 artistas da baixada santista, de diferentes linguagens e linhas de atuação, puderam participar de um trabalho de formação, mentoria e vivência artística.

A Colaboradora Artes e Comunidades surgiu com o objetivo de atuar como uma escola colaborativa de arte, para o desenvolvimento de projetos culturais de dimensão comunitária, na região da Bacia do Mercado, em Santos. A iniciativa visa contribuir para a formação e vivência de práticas colaborativas para artistas e demais profissionais criativos.

2ª edição – A seleção dos artistas, todxs de diferentes regiões da Baixada Santista, teve ênfase nas mulheres, na população afrodescendente, nos LGTBQI+ e indígenas. São eles: Eleonora Artysenk, Augusto Pakko, Breno Garcia, Luiz Marq’s, Fernando Góis, Ana Letícia (Anita), Natália Brescancini, Talita Vidal, Soledad Maria, Alexandre Almeida (Alê) e Bete Nagô. Os participantes ingressaram numa jornada que aliou formação e vivência de práticas colaborativas para artistas, com o objetivo de fortalecer a cooperação, a construção de redes e a ampliação de repertório.

foto Bete Nagô – aula “Metodologias radicais para práticas artísticas” de Marina Guzzo e Conrado Federici, também realizada antes da pandemia

“Para celebrar essa vivência, elaboramos uma programação que reúne trabalhos autorais e a ampliação de debates sobre a arte e o comum, considerando as aproximações possíveis, ainda que em meio à pandemia. A ideia é refletir sobre as possibilidades da arte diante deste cenário, a partir de nossa experiência, que tem como tônicas a colaboração, o fazer junto à comunidade e a promoção do bem comum”, explica Marina Paes, coordenadora da Colaboradora Artes e Comunidades

Imersão – No total foram 9 meses de atividades, sendo 3 de formações comuns aos participantes e outros 6 para o desenvolvimento de projetos. No total foram mais de 110 horas de formação, 72 horas de encontros e mais 420 horas de mentorias, para que o trabalho de cada um destes artistas pudesse ganhar vida e ser apresentado ao público.

Cada artista contou com a orientação de uma equipe multidisciplinar de mentores, que auxiliaram os participantes em sua jornada. Para esta segunda edição do Colaboradora Arte e Comunidades, a equipe de mentores foi formada por Fabrício Lopez, Luciane Ramos e Nina Guzzo, além do Coletivo Etinerâncias, nas figuras de Raissa Capasso e Gabriel Kieling.

A dinâmica do processo criativo ofereceu a cada participante uma escola livre, com oficinas, mentorias, participação em diferentes eventos, além da possibilidade de acesso ao LAB Procomum, um espaço físico de uso coletivo, com todos os recursos necessários para que os trabalhos saíssem do papel.

É importante ressaltar que a participação dos artistas foi inteiramente subsidiada, sem custos para a participação e com uma bolsa (por 6 meses) aos artistas, atrelada ao desenvolvimento dos projetos. Como contrapartida foi solicitada a disponibilidade para a colaboração, a troca de serviços entre todos, fortalecendo ainda mais a lógica da cooperação e não da competição.

“A iniciativa segue a missão do Instituto Procomum de transformação social a partir do reconhecimento e fortalecimento das potencialidades e saberes das pessoas, além de também atuar no combate à desigualdade”, afirma Marília Guarita, diretora do Instituto.

Programação – Por conta da pandemia de Covid-19 (coronavírus), esta edição da Colaboradora Artes e Comunidades viu surgir, como todos os eventos artísticos dos últimos meses, a necessidade de adaptação aos protocolos de higiene e segurança. Assim, foi estabelecida a dinâmica virtual de encontros e, para seu encerramento foi criada uma série de lives, com a participação de artistas e gestores culturais, que abre a programação do evento.

Intitulado “(Des)Fazenda: O Fim Do Mundo Como O Conhecemos”, o ciclo de conversas sobre artes e comunidades – que ocorrerá nos dias 29 e 30 de setembro, 01, 06, 07 e 08 de outubro – tem como referência pensamentos de artistas brasileiros como Ailton Krenak, Denise Ferreira da Silva, Eduardo Viveiros de Castro e Débora Danowski, cujas obras abordaram de diversas maneiras o conceito de fim do mundo.

“Haverá dia seguinte? Qual o papel das artes e dos artistas neste contexto? Como as artes e os artistas podem ser parte da construção de comunidades e redes que apontem possibilidades para além-do-fim? O que fazer agora, já, em nossas ilhas?”, questiona Rodrigo Savazoni, diretor do Instituto.

 

 

As transmissões ao vivo poderão ser assistidas diretamente nas redes sociais do Instituto Procomum:
https://www.facebook.com/institutoprocomum
https://www.youtube.com/channel/UCOkJA7hbrN3Qf2pRrrvDYYw

Já na plataforma “Territórios Comuns”, que será lançada oficialmente dia 9 de outubro, o público poderá conhecer detalhes do processo de criação de cada artista ao longo do percurso dos trabalhos na escola livre de artes. Encerrando o ciclo de atividades do evento, a Mostra Colaboradora 2020, será exibida virtualmente no dia 10 de outubro reunindo as performances e intervenções destes artistas que integram esta edição.

(DES)territorializar o mundo como o conhecemos

Dia 29 de setembro, terça-feira, às 11h

O presencial, o toque, o corpo, elementos essenciais para toda e qualquer ação territorial foram interrompidos na Pandemia e o isolamento se fez necessário para impedir a propagação virótica. No entanto, mais uma vez, a desigualdade demonstrou que determinadas regras de proteção no Brasil valem apenas para uma pequena parcela da população. Nas periferias, o “nós por nós” mais uma vez se impõe, alargando-se, diante de um Estado omisso e de uma economia que estrangula e asfixia os mais pobres. A live busca questionar qual a relação entre arte, artistas e territórios nesse contexto.

Participantes:

Gabriel Kieling (Coletivo Etinerâncias)

Gil Marçal (Gestor Cultural e um dos idealizadores do Programa VAI)

Taísa Machado (Afrofunk)

(DES)materializar o mundo como o conhecemos

Dia 30 de setembro, quarta-feira, às 11h

Música e audiovisual são linguagens que já se viram profundamente afetadas pela cultura digital. Com a pandemia, essa realidade tomou outras dimensões, esvaziou teatros, cinemas e exposições de artes plásticas, além de alterar as dinâmicas coletivas de criação entre artistas e festivais. Na Europa alguns teatros reabriram e fecharam outra vez. O bate-papo mostrará como surgiram outras dinâmicas de fruição estética, dentro desta nova realidade.

Participantes:

Fabricio Lopez (artista visual)

Fernando Hermógenes (performer)

Giselle Beiguelman (arte e tecnologia)

(DES)ocupar o mundo como o conhecemos

Dia 1º de outubro, quinta-feira, às 11h

O chamado dos últimos anos da política insurgente é claro: ocupemos. Se a ocupação se faz necessária, o bate-papo propõe que seja ocupado o céu, como cantam os velhos anarquistas. Ou, ainda, ocupar o espaço virtual, com narrativas de transformação social. A live questionará: como praticar artivismo no mundo pós-epidêmico? Ocupar segue sendo a palavra de ordem?

Participantes:

Martha Kiss Perrone (diretora teatral)

Julián Fuks (escritor)

(DES)aprender o mundo como o conhecemos

Dia 06 de outubro, terça-feira, às 11h

O que é preciso deixar para trás quando o mundo acabar e a população puder dar início novamente a ele? A crítica e teoria indiana Gayatri Chakravorty Spivak, em sua obra feminista, convoca a desaprender, a desertar toda forma de preconceito. A live discutirá sobre como as pessoas poderão se formar para o mundo que virá e abordará os aspectos de uma educação libertária e libertadora, na contramão do espírito do tempo.

Participantes:

Marília Fernandes (artista do corpo e educadora)

Marina Guzzo (artista do corpo – UNIFESP)

Benki Ashaninka (liderança indígena)

(DES)encantar o mundo como o conhecemos

Dia 07/10/2020, quarta-feira, às 11h

Os participantes debaterão tendo como ponto de partida o pensamento de que “Tudo que nóis tem é nóis. Fazemos rodas, praticamos esquinas, erguemos choupanas e cazuás, inventamos mundos”. O contrário da vida não é a morte, mas o desencanto. Na produção de feitiços, dos corpos em livre voo, vamos resistindo, entre nós, umas com as outras, tecendo redes, fazendo comunidades, habitando as encruzilhadas.

Participantes:

Luciane Ramos Silva (artista da dança e antropóloga)

Luiz Antonio Simas (escritor)

(DES)fazenda: bem-vindo o fim do mundo

Dia 08 de outubro, quinta-feira, às 20h

com a convidada especial: Denise Ferreira da Silva

ARTISTAS PARTICIPANTES

Eleonora Artysenk (@nora.rtysenk)

Portfólio: https://eleonoraartysenk.pb.gallery/
Projeto Mirada:
https://www.canva.com/design/DAEHO4tVjXU/a9G8YSlQBwryHQcIdkU7EQ/view?utm_content=DAEHO4tVjXU&utm_campaign=designshare&utm_medium=link&utm_source=sharebutton#23

Mentoria: Fabrício Lopez

Eleonora Artysenk se utiliza da dança e da performance como ferramenta ativa de questionamento aos modos sistêmicos e de produção de existências, processando seu trabalho enquanto experimentos ficto-críticos.

Seu projeto na Colaboradora consiste em um conjunto de ações, denominadas MIRADA. Interessada na reativação de memórias, encontros e desencontros durante parte de seus percursos na Bacia do Mercado, ao se sentir convocada a intervir no espaço e em toda sua esfera tripartida pelo cotidiano dos passantes, ocupantes, e toda arquitetura contrastante, entre a resistência e violência.

Augusto Pakko (@augustopakko)

Mentoria: Luciane Ramos

Canal no YouTube: https://www.youtube.com/channel/UC4L39Oo0haa6AUPYaDgMaMA

Augusto Pakko é um artista de 23 anos da Zona Noroeste de Santos. Começou cedo seu envolvimento com a poesia e consequentemente se apaixonou pelo RAP. Suas músicas são repletas de conceitos e buscam afirmar a autoestima do povo preto.

O projeto “Sejamos Notáveis” de Pakko objetiva dar visibilidade a grupos historicamente invisibilizados. Serão produzidos Fashion Films nos quais participarão diverses artistas que se expressarão a partir de suas histórias e suas diferenças a fim de agregar uma multiplicidade de pessoas que têm em comum o talento, mas também barreiras de aceitação de seus trabalhos.

Breno Garcia (@groovysic / @alcetv)

Mentoria: Luciane Ramos

Projeto Cabuloso: https://www.instagram.com/tv/CFU9FisArkl/

Breno Garcia, conhecido na rua como Groovy, é compositor, músico, produtor musical, produtor cultural, produtor audiovisual e pixador. Trabalha junto a seu irmão Dilê há dez anos, com o duo musical Incógnito e o movimento Alce Negro, que se divide entre produção de festas, produção audiovisual, comunicação suburbana e vivência de rua.

Seu projeto na Colaboradora consiste na pesquisa músico-histórica e no documentário músico-visual “Cabuloso – O Funk da Baixada Santista por Alce Negro”, um filme-playlist que reúne faixas dos anos 90 e inícios dos anos 2000 do funk produzido nos municípios da Baixada Santista. Uma ode à liberdade de expressão, à verdadeira música popular da Baixada e um grito contra as forças policiais.

Luiz Marq’s (@marqs013 / @dosubsoloaoteto)

Mentoria: Gabriel Kieling

Do subsolo ao teto: https://www.instagram.com/tv/CD7Vc9_lbqs/

Luiz Marques é arte educador e filmmaker formado no instituto Querô. Crescido no bairro Náutica 3, em São Vicente, seu processo pessoal e artístico se alimenta de suas vivências e aventuras no caos periférico.

Seu projeto “Do subsolo ao teto” é um documentário que visa registrar os avanços culturais das periferias na Baixada Santista. O artista buscou registrar as vivências de pixadores, grupos de rap e outras pessoas que se expressam sem recursos financeiros e outros tipos de apoio que não sua própria motivação e desejo.

Fernando Góis (@fehgois)

Mentoria: Marina Guzzo

Fernando Góis é artista visual, ator, educador e escritor. Nascido e residente em São Vicente/SP, a maior parte de sua formação e atuação artística, na região central de Santos. O artista desenvolve pesquisas e trabalhos solo e com os grupos de teatro “O Coletivo”, de Santos, e “Casa3”, do Guarujá.

Seu projeto, provisoriamente intitulado “Galeria Imaginária”, envolve a distribuição de “kits” para as crianças e jovens da Bacia do Mercado e arredores, contendo material de desenho, um “caderno de atividades” e um livro infantil/infantojuvenil.
Esse mesmo caderno será coletado de volta com os trabalhos ali realizados. Eles serão digitalizados e transformados em intervenção artistíca.

Ana Letícia (Anita) (@aracanita/@circoperiferico)

Mentoria: Marina Guzzo

Ana Letícia é palhaça, mãe, ativista e apaixonada pela fotografia. É residente na Baixada Santista desde 2011 e faz parte do coletivo Circo Periférico, ação que descentralizar o acesso à arte e à cultura, realizando apresentações circenses em territórios periféricos.

Seu projeto consiste na produção e circulação de um mini documentário que mostrará os territórios percorridos pelo coletivo “Circo Periférico” e o processo de retorno à nova normalidade. O filme será narrado pela Palhaça 50 Centavos (Ana Luiza) através de uma linguagem lúdica e tem como objetivo valorizar a arte e cultura produzida por artistas nas periferias da região.

Natália Brescancini (@nataliabrescancini)

Mentoria: Fabrício Lopez

Portfólio: https://nataliabrescancini.wixsite.com/artesvisuais

É artista visual, pesquisadora e educadora. Trabalha principalmente com pintura, em processos que envolvem desenho, livro de artista e fotografia. Pesquisa o autorretrato e representações do corpo feminino desde 2008 e hoje, por meio do projeto mirar(nos)otras, investiga as linguagens do desenho e pintura como dispositivos relacionais, na criação de ações artísticas com grupos de mulheres diversas.

Na Colaboradora, realizou retratos em conversas virtuais com as mulheres do grupo para abordar questões relacionadas com o espelho e a experiência do olhar. A segunda fase do projeto consistiu na criação de lambe-lambes a partir dos desenhos e narrativas. A proposta envolve a transformação dos retratos em pinturas e a investigação de modos de construção de outros discursos, poéticos, no encontro das vozes e narrativas das mulheres.

Talita Vidal (@talitavidal_)

Mentoria: Gabriel Kieling

Violinista e educadora musical, 33 anos. Trabalhou por 12 anos como professora de violino no Projeto Guri atuando em polos da Baixada Santista. Atuou como violinista por 2 anos na Orquestra Sinfônica Municipal de Santos. Desenvolve um trabalho de ensino coletivo de violino na escola Waldorf Santos e a sua própria oficina de ensino coletivo de violino “Com a Corda Toda”.

Em seu ensaio, propõe o atravessamento da pandemia em uma artista em (des)construção constante entre a poesia e o caos com outros corpos e territórios. Também revela a artista experimentando vários suportes tendo nesse material feito a trilha, fotografia, texto e direção.

O trabalho mostra todo contexto da vivência território do corpo e mente, tendo como a artista indivíduo propondo uma reflexão dos paralelos traçados com o território da Bacia do Mercado.

Soledad Maria (@soledadoceara)

Mentoria: Marina Guzzo

Clipe: https://www.youtube.com/watch?v=_vKZUnNjQ-g&app=desktop

É cearense radicada em São Paulo há quatro anos, formada em Licenciatura em Teatro, feminista autônoma, poeta e cantora. Tem dois discos lançados, é integrante do bloco carnavalesco Pagu e também trabalha como figurinista e produtora cultural. Atualmente está desenvolvendo uma pesquisa em torno de três poetisas, Hilda Hilst, Ana Cristina César e Soledad Barret, uma guerrilheira paraguaia exilada e assassinada no Brasil durante a Ditadura Militar.

Seu projeto na Colaboradora parte de duas perguntas: “Que poéticas existem sobre a existência?” e “Que ação poética transforma o corpo em território expandido?”. Tendo a pandemia como um expoente de desigualdades sociais e da “privatização da nossa existência”, e o homem como um ser que esqueceu que é espécie da natureza, se une a pensadores como Ailton Krenak e Luiz Rufino e a ideia de suspensão do céu para construir imagens poéticas que contem as histórias e magias das pessoas.

Alexandre Almeida (Alê) (@ale1484)

Mentoria: Gabriel Kieling

Alexandre Almeida (Alê) é performer, pesquisador e observador das relações e ações entre tempo, espaço, corpo e seus cotidianos. Ele desenvolve e coordena processos e produções artísticas de grupos teatrais e escolas de dança dentro e fora do país. É formado pelo Pavilhão D – Centro de Artes São Paulo, Escola Livre de Dança da cidade de Santos e Ballet Staguim. Foi premiado no 4th International Serguei Diaghilev Competition of Choreographic (Polônia) como melhor coreógrafo e também já recebeu o Prêmio Ana Botafogo de Dança.

Seu projeto “Mosaico – Obra das Musas” consiste na construção de quatro zines que contarão atravessamentos e/ou memórias de mulheres que tecem um caminho de resistência e resiliência em suas experiências de vida na Baixada Santista. A ideia é que ao reunir e ouvir essas mulheres, possa-se inspirar outras mulheres e jovens meninas e, contribuir no processo de desconstrução dessa sociedade machista e engessada.

Bete Nagô (@betenago / @lentenago)

Mentoria: Luciane Ramos

É fotógrafa, artesã, arte educadora e militante do Movimento Mães de Maio. A Principal base da composição de seu trabalho são suas vivências diárias, movimentos sociais, políticos, atividades culturais e artísticas da Baixada Santista. “Quem vem do mangue jamais se perde na lama. Sim, resisto. À margem, beirando todo o caos.”
Na Colaboradora, desenvolve o trabalho fotográfico Gritos: que (Re)existem, três séries de sete fotos, -número convocado em um jogo de búzios – que abordam os principais aspectos de sua vida e obra: uma seleção de fotos de movimentos sociais e populares; autoretratos, que abordam a solidão e força da mulher negra; e dos artesanatos de orixás confeccionados por ela, com as entidades que fazem parte de seu enredo, também mostrados na abertura dos jogos de búzios e com permissão de seu Pai de Santo.

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