Estou com sorte 😉

Separamos este artigo para você!

Plataforma Territórios Comuns

Em março de 2020 nos defrontamos com uma variação do corona vírus – ou melhor, com um efeito colateral inevitável para a humanidade.

Nossa travessia na Colaboradora Artes e Comunidades, então recém iniciada (jan/2020), tornou-se instável.

Para onde vamos? E agora, qual direção tomar?

Naquele ponto era o momento em que 11 artistas começariam a se relacionar com o território da Bacia do Mercado, a partir da presença, das descobertas, do corpo in situ na zona de confrontação intenção / intensão.

Viver é preciso e impreciso.

A incerteza dos efeitos de uma pandemia, o imperativo do deslocamento social, as dores das perdas repentinas e sem despedida. Tudo isso acontecendo ao mesmo tempo em que nos propusemos a lançar os corpos pra jogo, pra deixar a criatividade fluir…

Quedas constantes de energia: abatimento; buscas frequentes por pulsos de vida: resistência.

Começamos algumas sondagens coletivas sobre quais novos (ou nem tão novos assim) territórios habitávamos; desde onde conseguimos respiros?

Uma obstinação: a Bacia do Mercado. O desejo pelas encruzilhadas desde aquela região.

Mas o solo, não tocaríamos. Desde nossas janelas – fossem de casa ou da alma – qual seria nosso alcance?

“Penetra surdamente no reino das palavras” – Drummond soprou bem manso. Adentramos um certo planetário repleto de estrelas cadentes. E fomos juntas erguendo-as.

Quando se está perdida, uma das formas mais primevas de orientação nos ensina que a observação das estrelas pode indicar a sua posição. E desde essa perspectiva situada a navegação se torna possível.

O céu é comum. Queremos constelar desde um espelhamento do céu daquele território.

A partir dali você reluz pra mim.

Se o real tem sido hiperconectado, que nossa plataforma seja sideral. Nada de aplanar. Queremos voar.

Encontro. Narrativas. Presença. Transgressão. Visibilidade. Acolhida. Rua. Periférica. Afetos. Memória. Encantamento.

Galáxias de seres moventes.

Nem deuses nem astronautas. Vidas e obras dispostas a amar e mudar as coisas, delineando um novo, possível, firmamento.

Marina Paes
Coordenadora da Colaboradora Artes e Comunidades

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