Estou com sorte 😉

Separamos este artigo para você!

#TBT: Marina Pereira comenta os cinco anos do mapeamento de inovação cidadã na Baixada

No #TBT de hoje, vamos viajar um pouco em nossa própria história, que completa cinco anos de vida em 2021.
Há exatos cinco anos, em 2016, acontecia o LAB.Irinto. A primeira ação do Instituto Procomum. Uma das atividades do encontro de inovação, foi um mapeamento de ações, coletivos e agentes inovadores ma Baixada Santista.
Cinco anos depois, nos alegra saber que hoje, pode viver diariamente a experiência de uma rede pessoa e coletivos engajados em transformar o mundo, construir uma comunidade criativa, trocando saberes e todos os dias inventando e criando (uma nova traquitana ou projetinho, um curso, uma ação, nossas sementes do bem viver).
PAUSA NO DISCURSO E VOLTA PARA O #TBT:
Foi nesse encontro, que conhecemos a Marina Pereira, que na época cuidava da Casa Rizoma. Hoje, a Marina é Coordenadora de Comunidades do IP, e contou para a gente como foi participar desse mapeamento e como ele ajudou a construir a trajetória do Instituto Procomum e do LAB Procomum.
Nossa equipe de reportagem fez uma entrevista especial com ela, veja só:

IP – Como foi participar do mapeamento do LAB.Irinto? O que você fazia na época?

Eu tinha um projeto que chamava Casa Rizoma no mesmo bairro onde hoje é a sede do Instituto Procomum.
Foi uma experiência transformadora participar desse encontro. Pude ampliar o meu horizonte e ter contato com outras pessoas, forças, iniciativas e coletivos, que buscavam pensar as suas atuações no campo da cultura de uma forma diferente.
Essa forma envolve outras forma de existir e pensar o mundo. E outras formas de fazer.
Foi uma transformação porque a gente, naquele momento, sentia que estávamos em um caminho potente, mas não entendia como seguir e não tínhamos outros exemplos práticos que pudessem nos orientar.
Encontrar com esse grupo de pessoas do mundo todo, dentro da possibilidade de olhar para tantas pessoas que faziam e fazem coisas parecidas com a nossa foi muito potente.
E isso de uma força. Porque estávamos um pouco perdidos dentro do nosso próprio projeto.
Entender que a nossa atuação fazia sentido e que existiam formas e exemplos prósperos parecidos e potentes com o nosso, fez entender que a nossa potência poderia dar certo.
Outra coisa legal foi entender e poder nomear coisas que já fazia como produtora cultural. Termos como economia solidária, economia criativa, rede, inovação eram parte da nossa atuação, princípios e valores de maneira prática e espontânea.
Sentir-se parte disso pela experiência prática e pela escuta de pessoas que atuavam no Brasil e no mundo foi muito legal. Como sentir que o que fazíamos era parte de algo maior e importante.

Isso ampliou os nossos horizontes e experiências. E deu capacidade de enxergar que o nosso fazer local e espontâneo era muito importante e concreto, parte de algo maior, que outras pessoas e coletivos atuavam e atuam na mesma área. Tudo dentro do campo do possível e da colaboração.

 

IP-  Na sua opinião, como esse mapeamento ajudou o LAB Procomum a relacionar-se com outras comunidades e a formar a sua comunidade criativa?

Precisamos do outro para se conhecer mais e entender o que a gente faz. E a partir desse lugar de que o mapeamento e o Lab.irinto colocou pessoas no Museu Pelé com diferentes atuações. Esse chamado que reuniu mais de 100 pessoas para pensar o seu fazer.

Ali começou a nascer um DNA que carregamos até hoje, que é juntar pessoas que estão implicadas em uma transformação positiva do mundo. Pessoas implicadas em pensar o mundo, não só a partir das suas experiencias individuais – que, sim, são importantes – mas também a partir de experiências coletivas.

Pessoas implicadas em pensar a partir das suas práticas, formas de contribuir para o comum, para o coletivo, para o seu próprio território.

A partir do momento que você mapeia e nomeia o que as pessoas fazem organicamente – e não são valorizadas ou visualizadas por isso – faz com que todos nós, e principalmente os próprios agentes, entendam que tudo isso é um saber, é inovação, tecnologia.

Que tudo isso, que parece orgânico e solto, é na verdade uma proposta que pode ser compartilhada e que pode tocar outras experiências e que pode transformar contextos e territórios.

O que fazemos muito bem como organização. O que eu chamo de politica do encontro. Essa politica do encontro é o que a gente tem de mais potente no nosso DNA.

Por ela que entendemos o que temos que fazer e como podemos atuar e a forma que queremos existir como organização.

Somos uma organização muito flexivel e essa flexibilidade vem porque as pessoas que se aproximam do Procomum e se mantém nessa rede é uma corpo em movimento.

Esse corpo de coletivo e através disso que a gente aprende, se constitui , muda e opera.

Muito do que a gente faz é graças a nossa estrutura financeira e acesso ao recurso, mas não é só por isso. E sim o que a gente faz por isso. E o que a gente tem feito. É esse lugar, desde o principio, quando aconteceu o primeiro encontro no LAB.Irinto. No mapeamento, elementos que jogamos – e entendendo o tempo como essa estrutura não linear – ali foi o que foi semeado, em olhar o território e nomear com importância coisas que já existem dentro de certos conceitos de indivíduos e coletivos.

E isso se amadurece e aperfeiçoa a cada dia, a cada mês a cada dia.

E a nossa flexibilidade vem desse lugar. A gente conquistou nesse sentido.

Esse corpo coletivo que cresce, essa capacidade de aprender com os erros e valorizar tanto quanto os acertos, porque esse é o campo do aprendizado que temos. E isso faz parte da experiencia do que é viver de verdade.

Isso é uma coisa que a gente aprende e que a gente aprende o que a gente tem mais de tesouro e riqueza enquanto organização é essa ampliação e desvelar de um território que existe e sempre existiu ma que poucas organizações ou estruturas conseguem enxergar.

Possibilitar que esse encontro acontece entre territórios diferentes e que revelemos o que normalmente não é visto, conecte pessoas que possivelmente não se encontrariam e que faça as pessoas serem capazes de contar as suas próprias historias de forma potente e digna com auto estima e afeto, com colaboração. E isso é muito importante.

 

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