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Uma poesia no mar

 

Esse texto foi desenvolvido através da proposta feita pela Sandy na troca de saberes, tendo como personagens: uma mulher negra de tranças, um homem negro de cabelo cacheado; locação: a praia, e como objeto um livro. A partir desses elementos desenvolvi o texto a seguir e compartilho para apreciação de todes, espero que gostem.

Autor Nego Panda
Título Uma poesia no mar

Jamal levanta entre as ondas, balança os cabelos cacheados tirando um pouco do excesso da água do mar. Passa a mão em seu rosto, sentindo nos lábios o gosto do sal do mar. Caminha para a areia enquanto sente uma onda bater em suas costas. Na areia molhada escreve com os dedos a palavra poesia e observa a água que agora bate em seu calcanhar limpando a escrita como uma borracha que apaga a escrita do grafite no papel. Correu em direção à Dandara.
Jamal- Minha preta! Minha preta! Poesia dos meus versos, o mar canta diante de sua pele de ébano e a beleza de suas tranças sob o brilho do sol.

Dandara está deitada de frente ao mar, tomando um banho de sol e lendo um livro de poesia. Sua leitura é interrompida pelos gritos de Jamal.

Dandara- Jamal você não cansa de fazer poesia?

Jamal- Pra você todos os versos do meu repertório e tantos mais que meu cérebro permitir.

Jamal se direciona para o cooler e retira uma cerveja em meio ao gelo, entregando-a para Dandara. Dandara pega a latinha de cerveja e agradece. Jamal pega uma cerveja pra si.

Jamal- Um brinde à sua beleza, minha rainha.

Dandara- Um brinde à sua poesia, meu poeta, e um brinde à poesia do nosso poeta maior, Carlos Assumpção!

Dandara levanta o livro que estava lendo do poeta Carlos Assumpção. Jamal completa:

Jamal- Um brinde à Carolina Maria de Jesus, Maria Firmina dos Reis, nossos Anciãos e Ancestrais, sob as bênçãos de Iemanjá.

Uma brisa quente envolve os dois como se Iemanjá os envolvesse nos braços e o mar se faz música nas ondas que vem e vão.

1512 835 Editor
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