Estou com sorte 😉

Separamos este artigo para você!

Grave um nome devagar


Nair Benedicto, Tesão no Forró do Mário Zan, São Paulo, 1978

Pra além de todos os saberes populares, fazer devagar continua ser fazer mais gostoso. E entre tantos processos e objetivos, e a sensação de que não temos mais tempo pra nada com o tempo que temos, não tem nada mais inovador que interromper esse ciclo. Se a vontade é o que nos leva a fazer as coisas, e a intenção é o que a direciona, o tempo é a forma como essa energia se dissipa. Desligando o tempo-corrido ao criar alguma coisa, cozinhar um almoço ou atender qualquer tipo de necessidade , é o que faz com que o efeito daquilo que foi criado seja maior, no sentido de transformação.
Se todos somos energia e elemento, como ying e yang, sol e lua, dia e noite, fogo e terra, somos também capazes de ser o tempo que vivenciamos, ser eterno enquanto dura é a técnica preferida do faquir do amor, o domínio dos cinco sentidos vem pelo excesso e não pela falta, se dissolver no momento. Existir por demais.
Como o Sol, como o barro ou como a própria música. Eternos em ser nós mesmos, ignorantes em relação aos horários, aos prazos, teimosos em ser imperfeitos e em demorar o quanto quisermos. Na busca do long-love devagar quase parando, do amor sem celular, do beijo confuso e do dente no dente.
Como nos canta Jards Macalé, com as mãos frias mas com coração.

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