Estou com sorte 😉

Separamos este artigo para você!

Já consertou algo? Estamos coletando histórias de reparos

Pelo direito ao conserto, por um consumo critíco, pela economia dos recursos. Consertar faz bem e a gente gosta. E é contando histórias de consertos que queremos promover e afirmar essa cultura

No sábado, 25/9, aconteeu a oficina O Galpão dos (meta) Consertos, como parte da programação do evento internacional Tales of Cair & Repair. Na ocasião, o GT Invenções& Traquitanas facilitou uma oficina que contou um pouco da história do Galpão Atêlie do LAB Promum. Um espaço do nosso laboratório cidadão que foi ocupado pelo grupo, ajustado e consertado coletivamente e que, agora, permitirá muitos novos consertos, reparos, gambiarras e reutilizações como ateliê coletivo e biblioteca de ferramentas.

Para assistir a oficina completa:
https://youtu.be/V6pE5Et7pdo

O GT Invenções & Traquitanas cria instrumentos musicais, jogos, obras audiovisuais e outras traquitanas a partir de objetivos em desuso. Mais do que isso: ajudaram a construir o nosso galpão atẽlie e estão sempre dispostos a facilitar soluções de reaproveitamento para os outros grupos do nosso laboratório cidadão.

Durante a oficina, moderada por Fred Paulino (Gambiologia) e Felipe Fonseca (Transformatéria), o grupo contou a história do galpão e convidou diversos membros de outros GTs do LAB Procomum e pessoas da região para contar histórias de consertos que realizaram em projetos ou em sua vida pessoal.
Para além das histórias, foi também uma conversa sobre o papel do conserto em nossas vidas e como solução para crises sociais, econômicas e ambientais em que vivemos.

Na Europa, o tema já está sendo tratado como política pública e direito. Por aqui, o grupo conversou como o hábito é presente em nossas vidas e como seria importante alavancar essa frente de maneira mais ampla e organizada. Ensaiou-se, inclusive, a vontade de escrever coletivamente um manifesto do direito ao reparo.
Outro lema que saio do encontro foi o “reparo, mas não reparo”, uma espécie de acordo coletivo para o não julgamento do conserto alheio. Afinal, o que vale é o gesto.

Antonio, do GT Cultura Hacker do LAB Procomum comentou a importância da rede para os consertos. “Durante as conversas, ficou claro como para o sucesso dos consertos depende de uma rede afetiva. Troca-se conhecimentos, empresta-se ferramentas, pede-se ajuda. Parece que sozinho, ninguém conserta nada”, refletiu.

Para Mauro Fecco, artista plástico, marceneiro, estudante de arquitetura e membro do GT Invenções & Traquitanas, a oficina reuniu o que é o cuidar para cada pessoa e como temos impressões diferentes para as coisas. “Mas, ao mesmo tempo, trouxe uma visão coletiva de todas sobre o consumo, o descarte e o quanto é importante, se existe a possibilidade de recuperar algum objeto, ferramenta ou espaço, é comum querer e ter o instinto de cuidar. Foi muito legal a conversa e a possibilidade de levantar essas questões que tem tudo a ver com o GT Traquitas e o Galpão Atelie”, disse.

Ajude-nos a alcançar a meta: 333 histórias de consertos no Brasil

O objetivo do projeto Tales of Cair & Repair no Brasil é coletar 333 histórias de consertos. Para isso, foi criada a plataforma na qual qualquer pessoa pode subir a história de um conserto.  Acesse o link para subir a sua história.
E para incentivar a subida do material, vamos contar a história de um dos consertos que foi relatada durante a oficina.

Mauro Fecco, trabalha no laboratório Maker da Universidade São Judas, que recebe muitas demandas de consertos e manutenção. Uma das coisas pitorescas que consertou ali foi o esqueleto de um cavalo.

“Foram quatro semanas de trabalho. E foi necessário realizar uma certa investigação na qual tive que montar alguns ossos que não conhecia e para isso tive ajuda dos alunos e técnicos do laboratório de anatomia da universidade. O processo foi tranquilo e foi realizado um enxerto de arame metálico rígido e tratado termicamente na qual cravilhas e espigas foram utilizadas entre um osso e outro, permitindo a conexão entre eles.
Também foi colado com cola de silicone e realizada uma nova base de madeira, sendo utilizada a estrutura antiga de ferrou,  que foi restaurada e pintada.
Hoje o esqueleto já voltou para a área de anatomia e é utilizado em aula para a anatomia.”

 

 

 

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