Estou com sorte 😉

Separamos este artigo para você!

3º Edição da COLABORADORA por Omo Alamoju

Imersão sem igual reflete o dia 19 de outubro. Estar junto a este coletivo com tamanhas diversidades culturais e pessoais, me faz perceber o quão pequenos somos e o quão grandes podemos ser, pois trocas e escutas são possíveis, pessoas diferentes se dão bem, e muito, o que nos torna “Comum”.
A exposição “Carolina Maria de Jesus: Um Brasil para os brasileiros” com certeza foi e é a mais atual das lutas. Nascida no século XX expressou e expressa em nós os momentos trágicos que vivemos – também revelado neste tempo pandêmico, causado pela Covid-19 – que também foi vitima do sistema, que para resistir correu o mundo e o mundo correu dela e, ao mesmo tempo, nos deu um “acorde!”: a sociedade é suja, hipócrita, você é um numero (tipo Emicida “Vai, levante e anda”), para onde e por quem!?.

No entanto, percebemos que seguir é o melhor caminho, resistir e existir é a melhor resposta, dentre as artes nos deparamos com a FOME que conduz os senhores de posse, pois a fome também é um numero de votos, conquistas de terras, de prestígio. Daí acordamos para a real: é a imersão que a arte e a cultura têm, de poder transformador, onde o material, a escrita, lhe dão a direção sem sequer uma palavra falada, sussurrada… apenas sentidas e compreendidas no calor de nossos olhos atentos e mente desatenta a tanta informação. Passando então ao “O que é Identidade?” – Tudo que é ancestral!. E hoje ancestral é contemporâneo ao olhos e ouvidos de quem escuta?!

No Acervo África, o elo mais forte com território, nos deparamos com o porquê nossas histórias são arrebatadas de nosso alcance. Por que é necessário a implementação de uma lei para fazer valer a outra, se somos donos desta terra? História, caminhos… por que impedem todo esse contato? Em tempos atuais giramos na árvore do esquecimento para não termos vínculos tradicionais e culturais. As perguntas por muitas vezes respondidas, mas que dependendo do espaço voltamos sem querer às questões que nos foram negadas: a minha identidade, o meu pertencimento. Dentre todo este contexto me pego olhando toda esta diversidade que cada pessoa traz de Coletivo; umas aprecio, observo e apreendo com movimento, falas e ações, outras que me intrigam, despertam os porquês, tomando como lição suas experiências e vivências; ainda outras falas que se camuflam e, na verdade, só precisam serem escutadas. Este é o Coletivo da 3° edição da COLABORADORA. Satisfação em fazer parte de tudo isso.

19 de outubro de 2021
Exposição “Carolina Maria de Jesus: Um Brasil para os brasileiros” – Avenida Paulista / São Paulo.
Acervo África – Rua Jaciporã / São Paulo.

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