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Criatividade e inovação pautam encontro internacional de política

Por Victor Sousa, Gerente de Inovação do Instituto Procomum

O Instituto Procomum foi convidado a participar do evento internacional Ciudades sin Miedo 2022, Rosário, Argentina, como membro do consórcio CILA.

O Fearless Cities (Ciudades sin Miedo) é um movimento global de militantes, ativistas, vereadores e prefeitos que trabalham para radicalizar a democracia, feminizar a política e impulsionar uma transição até uma economia preocupada com as pessoas e o meio ambiente.

A edição de 2022 foi organizada pelo Ciudad Futura e pelo Barcelona en Comú.

Como Gerente de Inovação da organização viajei até a Argentina para mostrar como as experiências em proteger e promover o comum, bem como nossas ferramentas de afirmação dos saberes e tecnologias populares na inovação cidadã nos projetos do Instituto Procomum e do LAB Procomum podem ser replicadas e adaptadas para influenciar e pautar agendas políticas na América Latina.

Antes de descrever a participação no evento, vale destacar como a agenda do comum e da inovação cidadã já eram pauta nas mesas e oficinas do evento, mostrando a importância dos temas que atuamos nos últimos cinco anos.

Em diversas conversas e trocas, podemos demonstrar para lideranças políticas de toda América Latina como nossas experiências locais podem apontar soluções para questões que passam despercebidas na política institucional, como a centralidade do cuidado e a afirmação dos saberes locais como prática foram muito bem recebidas pelos presentes, pois eram problemas enfrentados por eles.

Vale lembrar que o tema central do encontro era a criação de políticas transformadoras e inovadoras para a construção de sociedades democráticas e não violentas. E o comum, a inovação e a criatividade, nossos eixos de trabalho, foram temas centrais durante todo o evento.

Em resumo, nossa participação foi muito bem recebida por demonstrarmos na prática, mesmo que em escalas menores, a efetividade de nossas metodologias, soluções e ações.

Dia 1, nos territórios e nas praças

 

Na quinta-feira, 20/10, a organização do evento preparou uma série de passeios para conhecermos em políticas locais transformadoras.
Eu tive a oportunidade de visitar a Biblioteca e Centro de Memória La Virgil. Uma biblioteca de bairro que cresceu com a venda de rifas, criando uma escola e universidade popular e centro de estudos astronômicos e científicos. Foi censurada e fechada na ditadura, tendo parte de seu quadro associativo desaparecido e material roubado e queimado pelos agentes do terrorismo de Estado.
A Biblioteca ganhou status de centro de memória e está processando o estado não somente pelos sócios desaparecidos mas também por expropriação e econômica e patrimonial e genocídio cultural.
Depois, visitamos o Club Alem, um clube popular nascido a partir da movimentação das mulheres no combate a fome na crise de 2001 da Argentina. Um espaço cooperativo e de atuação territorial que oferece cursos de dança, carpintaria, solda e outros ofícios e é coordenado pelo Nuestra América.
Por fim, conhecêmos a experiência da Cooperativa de Trabajo Mil Hojas, uma fábrica de massas artesanais que declarou falência também na crise de 2001 e foi ocupada, restaurada e posteriormente comprada pelos próprios trabalhadores, que hoje a gestionam de maneira cooperativa.

Depois, foi organizada um debate ao ar livre na praça. Destaque para as participações brasileiras de Débora del Guerra, do Coletivo Etinerâncias e Mônica Benicio.

Dia 2: o comum em debate


O segundo dia do encontro foi marcado por oficinas com debates mais temáticos. Participamos das seguintes oficinas: Bienes comunes urbanos y desprivatización de la vida e .Ni estado ni mercado: gestión social de lo común.
Foi muito interessante ver o comum ser debatido e praticado a partir de diferentes experiências em toda América Latina. Nossas falas foram super bem recebidas e mostraram como as nossas experiências locais podem sim influenciar a agenda política dentro do poder público.

Dia 3: Assembleias e um festival ao ar livre

CI

O último dia foi marcado por assembleias temáticas e um festival no Parque Independencia. Armamos uma mesa com os materiais do Instituto Procomum, CILA e do Coletivo Etinerâncias e conversamos com todo o público sobre o nosso trabalho.
Um dia muito especial na qual levamos a palavra do comum para as pessoas que transitavam e passeavam pelo parque.
Destaque para o lançamento da versão em espanhol do livro Redes de Cuidado – Revoluções Invisíveis por uma vida vivível, lançado com apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e tradução com apoio do Instituto Procomum.

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