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Comunidades do LAB se reúnem e iniciam atividades em março

Desde 2019, os Grupos de Trabalho e Estudos do LAB Procomum tornaram-se o verdadeiro coração do nosso laboratório cidadão, assumindo papel protagonista na programação do espaço. Para 2020, a ideia é que os coletivos e comunidades que vivem o LAB continuem cuidando do espaço e ativando-o, com o desafio de mesclar atividades para um público mais amplo, criar espaços de formação contínua e também de prototipagem de tecnologias e soluções

Na quinta-feira (13/2) ocorreu a primeira reunião dos Grupos de Trabalho (GTs) e Estudos (GEs) do LAB Procomum. A atividade reuniu os grupos que já atuaram em 2019 e outros que iniciarão suas atividades agora em 2020.

Nossa contagem inicial é de 20 GTs e ou GEs, nas seguintes áreas: arte e cultura, empreendedorismo social; saúde e cuidado; narrativas, comunicação e documentação; tecnologia e inovação; meio ambiente e crise climática; territórios e comunidades.

Clique aqui para conhecer todos os grupos.

Criando estratégias para sobreviver juntos

Rodrigo Savazoni, diretor do Instituto Procomum, abriu o encontro contextualizando o atual momento da organização e destacou o desafio que é manter um espaço independente com 1500 m² de área. Savazoni defendeu a ideia da co-responsabilização como um dos princípios do laboratório cidadão, o que, segundo ele, só ocorrerá se a rede tiver acesso transparente às informações que, normalmente, são guardadas para poucos.

O planejamento de 2020 do LAB Procomum leva em consideração que a crise econômica brasileira aprofundou-se nos últimos dois anos e meio, com consequências diretas para a nossa rede, formada por pessoas que se encontram em uma das grandes franjas da precariedade, a dos artistas, inventores e criadores.

“Hoje, sustentar-se e pagar todas as contas está super difícil. Apesar de projetos pontuais, ainda não enfrentamos esse desafio de maneira estrutural. Temos que pensar como esse espaço pode viabilizar a geração de receita para aqueles que o utilizam e habitam”, analisou Savazoni.

Neste ano, portanto, o LAB Procomum estará mais centrado na criação de oportunidades para ampliar as nossas condições de sobrevivência.

“Boa parte dos movimentos dos trabalhadores foram iniciados em momentos parecidos, ajudando uns aos outros, em cooperativas de produção e consumo. Somente a nossa auto-organização tornará a vida vivível”.

Como chegamos ao nosso modelo de funcionamento?

Marina Pereira, coordenadora do LAB Procomum, fez uma apresentação com as principais propostas para o nosso funcionamento neste ano. Segundo ela, nosso amadurecimento organizacional nos levou a perceber que era necessário maior vínculo com as pessoas que ativam o espaço.

“A nossa sede é grande e a equipe é pequena. A corresponsabilização é o que cria o sentido de coletividade e comunidades aqui dentro. Assim podemos fazer mais e fazer melhor, com a sensação de que nos desgastamos menos”, disse.

A coordenação do LAB avaliou que o funcionamento dos GTs e GEs em 2019 foi muito eficaz e possibilitou maior consciência daqueles com quem estamos trabalhando. Também contribuiu para conhecermos melhor os nossos limites. Sem dúvida, os GTs e GEs constituem o coração do laboratório cidadão: propõem atividades, realizam protótipos, oferecem e recebem formação, compartilham conhecimento.

Marina Pereira explicou que para evoluir e aperfeiçoar a nova estrutura é preciso partir de uma pergunta: Por que estamos aqui? Por que fazer aqui e não em outro lugar?

“Não podemos nos unir apenas porque precisamos de um espaço. É preciso ter um entendimento maior: que temos uma metodologia de trabalho e acordos de comunidade”, disse.

Algo que, segundo ela, aumenta a responsabilidade da equipe do IP e LAB Procomum, afinal, estamos trabalhando com os sonhos das pessoas, com a vontade de fazer a diferença no mundo. Nossa rede é formada por pessoas que se sentem motivadas a tirar as ideias da cabeça, a colocar metas para seus desejos.

Infraestrutura e assembleias

No final de 2019, o LAB Procomum passou a ter todos os espaços físicos de sua sede em funcionamento. A maioria deles com infraestrutura compartilhada: a biblioteca de conhecimento livre; o estúdio de rádio; o galpão multiuso; a horta comunitária e o galpão-ateliê (que ainda precisa passar pro reformas estruturais, mas já está ativo).

A principal novidade da noite foi o novo diagrama de montagem de programação, baseado em três níveis: sensibilização (para o público em geral, sempre abertas e gratuitas), formação contínua (na qual os conhecimentos são aprofundados ou compartilhados, que podem vir a ser cobradas) e protótipos (processos de criação tecnológica de artefatos, produtos e/ou metodologias, com documentação aberta e livre). Marina explicou que os grupos serão estimulados a fazerem proposições de ações para os três níveis.

Também foi evidenciado a importância das assembleias e a preocupação com que esses espaços sejam realmente abertos para as demandas da rede de participantes do LAB Procomum. Em 2020, serão realizadas três assembleias com temáticas pré-estabelecidas, e com a pauta aberta a proposições dos grupos. As datas já foram anunciadas: elas serão realizadas nas luas cheias de 4 de abril, 1º de agosto e 28 de novembro.

 

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