Estou com sorte 😉

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O refinanciamento para construção do comum

O Instituto Procomum agora integra a Rede de Filantropia para Justiça Social, um espaço que reúne uma série de fundos, fundações comunitárias, organizações doadoras que apoiam iniciativas e ações nas áreas de justiça social, direitos humanos e cidadania.

Mas porque uma organização como o Procomum, que não é propriamente um fundo ou organização doadora, passa a integrar uma rede como essa? Que fomenta outras organizações?

Sim, somos uma organização que também depende de financiamento, doações e apoio. Mas o refinanciamento é um instrumento e metodologia do IP desde a sua fundação. Por refinanciamento, entende-se a redistribuição de recursos para outras iniciativas, pessoas e organizações.

A primeira grande ação Instituto Procomum foi a realização do Circuito LABxS e o refinanciamento foi um conceito central em sua metodologia. Distribuímos microbolsas para agentes criativos da Baixada Santista realizarem ações de inovação cidadã em formato de festival. Eles foram selecionados via chamada pública.

Assim, ao redistribuir recursos, financiamos um processo de ativação de uma rede local de agentes criativos mobilizados para solucionar problemas, para encontrar respostas criativas. Para trabalhar em rede e em colaboração.

E aqui, por financiar, entende-se a possibilidade do fazer. De dedicar-se a um sonho, de poder experimentar e, inclusive, errar. Tratam-se de microbolsas. O grande aporte, na verdade, é ser parte da rede, da possibilidade do fazer coletivo.

O refinanciamento passou a ser parte de nossa maneira de fazer as coisas porque permite a desburocratização do fazer, permite que os recursos chegue nas pontas. Que as ações sejam realizadas por quem vive os problemas, por quem faz da criatividade e da inovação uma ferramenta política para melhorar a vida nos seus territórios e redes.

Apresenta a possibilidade da confiança nas relações institucionais, nos processos e metodologias, quando os agentes criativos não precisam passar por processos desgastantes para conseguir recursos ou prestar contas, também não precisam adequar suas ações para o financiamento.

Também aponta possibilidades para a democratização do dinheiro, ou melhor, para comunhar os recursos. Quando o que importa não é a quantidade dos recursos, ou dinheiro, mas sim a existência do recurso. Como um financiamento para que as pessoas possam atuar pelo comum com dignidade e tranquilidade.

Em dezembro de 2018, o diretor-executivo do Instituto Procomum, Rodrigo Savazoni, escreveu o artigo Um fundo para financiar o comum?. Na ocasião, reletimos sobre a possibilidade da criação de um fundo comum.

Hoje, ao fazer parte da Rede de Filantropia e Justiça, é como se, de alguma maneira, fízessemos parte de um fundo para construir o comum. E o melhor, somando esforços coletivos com outras organizações e entidades.

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