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Documentação: o ano do GT Corpo e o Comum

O projeto de extensão Artes do Corpo, como parte das ações do Laboratório Corpo e Arte da Universidade Federal de São Paulo, desenvolveu no período de março a dezembro do ano de 2019, um Grupo de Dança para Mulheres em parceria com o Instituto Procomum por meio de um Grupo de Trabalho chamado Corpo e Comum, maneira pela qual o Instituto organiza suas frentes de trabalho.

Veja o registro fotográfico de Maurice Pirotte, do GT de Audiovisual

No decorrer do ano fora possível vivenciar um processo de pesquisa-ação e reflexão da dança a partir da construção de um espaço pensado para o cuidado por meio da fala, do gesto e do movimento integrando todas as esferas da vida que habitam um corpo: quanto extensão e quanto pensamento. Abarcando camadas de saúde que entrelaçaram a escuta e o fazer corporal, costurando um fluxo dançante entre a vida concreta em múltiplas precariedades e o mergulho na ludicidade para retratar e retraçar as dores e alegrias que habitam cada imaginário.

Encontramo-nos semanalmente (às quartas feiras) durante o ano de 2019 somando cerca de 40 encontros onde vivenciamos a dança no território como uma pergunta que escolhemos colocar na atmosfera do espaço. As ações que emanam do fazer dançante são as respostas que podem ou não responder nossas perguntas, mas teceram um discurso performativo entre as mulheres que atravessaram de maneira permanente e impermanente esses encontros. Geraram novas perguntas que sustentam o fluxo vivo da conversação.

O Grupo de trabalho Corpo e Comum existente no IP é coordenado pela Professora Marina Guzzo da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), do curso de Educação Física dos módulos de Dança, Psicologia e Trabalho em Saúde, elaborado em articulação com a universidade a partir do projeto de extensão Grupo de Dança para Mulheres.

A extensão conta com uma extensionista de Serviço Social e uma estagiária de Educação Física, além de articulação com três estagiárias de psicologia que atuam no território pelos equipamentos e serviços públicos de saúde como o Centro Pop, policlínica, CRAS e CAPS. Assim o projeto considera como público principal e protagonista das criações em seu encontro as mulheres que habitam e transitam pelo território. Sendo uma das regiões de grande vulnerabilidade social de Santos, localizado na região do bairro de Vila Nova, perto da Vila Mathias, onde também está o prédio principal da UNIFESP, Centro de Santos e a região do Mercado Municipal. Sempre levando em conta a história dessas mulheres e contexto social em que estão.

Desta forma, visando promover encontros com espaço de escuta, cuidado e trocas entre/para mulheres do território, a Extensão utiliza da dança como prática corporal na área da arte para construir, junto às histórias e identidades delas, uma rede de apoio e ao mesmo tempo empoderamento através de performances que reflitam suas histórias quanto mulheres.

A ponte que se constrói entre Universidade e Instituto Procomum é o que liga o anseio da produção científica circunscrita de maneira ativa na vida de todo lugar, vivendo, compartilhando e construindo um saber através da dança e do movimento, inaugurando um comum que perpassa o fazer acadêmico e o fazer dançante mergulhados no cotidiano de mulheres que carregam em si particularidades, saberes e maneiras de agenciamentos em seus corpos na produção de realidade.

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